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domingo, 14 de agosto de 2011

Outras épocas...

Senti-me estranha com aquela roupa. Depois que experimentei as botas de meu tio Zeca, que era cientista, me vi com uma roupa de metal num lugar muito estranho.
Aquela cidade... Parecia uma cidade robótica, em que eu era a única humana e também o único ser vivo que não era uma máquina. Mas não! Passeando por lá, e levando várias cantadas de robocops, avistei uma coisa que parecia ser um humano. Cheguei mais perto...
Eu fui atacada por uma coisa amarela e fria, que parecia ser de metal ou ferro.
O homem que estava encostado num tipo de um carro achatado, veio correndo. Ele era rápido...
Empurrou a onça, coitada, para bem longe. Ele também era forte e gelado. Os olhos do moço (não devia ter mais de 30 anos) eram vermelhos, mas pelo menos ele tinha salvado minha vida da robonça e eu era eternamente grata por isso.
Ele me perguntou:
-         Qual é o seu nome, garota?
-         Ana, e o seu?
-         Brad. Eu pensei que era o único humano por aqui, como você sobreviveu a destruição da camada de ozônio?
-         É uma longa e confusa história, Brad.
Eu me levantei do meio da Rua Cheks e nós fomos para uma sorveteria. Não pedimos nada, só conversamos.
Eu esclareci tudo a ele, que disse que o mesmo aconteceu-lhe, com o chapéu de sua bisa Maria.
Para nós podermos voltar ao ano 2000, precisaremos ir à Sala Secreta De Volta Ao Tempo, a SSVT.
No caminho, nos encontramos com um guarda do exército robótico Ming Pontss. Perguntamos para o Robô se tinha alguma restrição no caminho para a SSVT e ele disse que não. Conversa:
Brad:
-Gluh fridty dainn beijtih gouingg binjer DRGT??
Robô:
-Nui, nui.  Jaigódiih. 
Eu:
-O quê?!
TRADUÇÃO:
Brad:
-Existe alguma restrição no caminho para a SSVT??
Robô:
-Não, não. Nenhuma.
Eu:
- O quê?!
Foi uma longa jornada de muitas horas até chegarmos lá. Eu e Brad estávamos esgotados, quando finalmente chegamos à sala secreta. Entramos. Fomos num aparelho esquisito, que servia para fazer perguntas de segurança e eletrocutar quem dissesse mentiras. Felizmente, aquele treco tinha opções para línguas antigas e nós escolhemos o Português.
Brad foi primeiro.
-Você é um Robô ou um Robocop?
-Sim.Um Robô
~Choque~
-Que tipo de ser é você?
-Um Ser Humano.
~Choque~
-Diga a verdade.
-Um Vampiro.
-Oh! Você mentiu para mim! – Eu disse.
~Choque~
-Eu pensei que isso só desse choque se a gente falasse mentiras-Eu disse.
-Se a gente falar muito também.
Minha vez.
Você é um Robô ou um Robocop?
-Não.
Que tipo de ser você é?
-Um Ser Humano.
Com alma de quê?
-De Ser Humano.
~Choque~
-Aiii!!
Qual é o seu Signo?
-Touro, ou Taurus.
Então sua alma é de Touro. Liberados.
Nós saímos e eu fiquei espantada com Brad. Ele era um VAMPIRO. Podia ter chupado meu sangue!!
Uma maquininha mostrou um manual escrito em Português. Lá dizia:
Tire a parte da roupa que colocou para chegar a este lugar e voltará instantaneamente para o local de onde veio. Isso pode ser efetuado em qualquer lugar.
Minha cara e a cara de Brad estavam inconformadas. Subimos montes e tomamos choques por praticamente nada. Poderíamos somente ter tirado as botas e o chapéu.
Tirei minhas botas e voltei para o porão de minha casa. Brad quis ficar por lá. Já estava acostumado, e no ano 2000 ninguém o admitiria de olhos vermelhos, gelado, forte e rápido daquele jeito.

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